O corpo que não engorda: o caso bizarro e raro de Lizzie Velasquez

Ela precisa comer a cada 15 minutos para sobreviver, consome até 8 mil calorias por dia e mesmo assim não ganha peso — uma condição rara que desafia a medicina e a lógica

O corpo que consome tudo, mas não retém nada.
O corpo que consome tudo, mas não retém nada.

Imagine ter que comer a cada 15 minutos para continuar vivo. Agora imagine consumir entre 5.000 e 8.000 calorias por dia… e ainda assim não ganhar nem um grama. Essa é a realidade de Lizzie Velasquez, uma jovem americana do Texas que sofre de uma condição genética raríssima, tão rara que os médicos mal sabem como classificá-la.

Com 21 anos na época do caso, Lizzie pesa cerca de 25,4 kg e possui praticamente zero por cento de gordura corporal. Mas não, ela não é anoréxica. O metabolismo dela simplesmente funciona como uma máquina de queimar tudo o que entra — o que a obriga a comer mais de 60 pequenas refeições diárias para manter-se viva. Isso mesmo: enquanto você se sente culpado por comer uma batata frita a mais, ela precisa comer o tempo inteiro.

Nascida prematuramente, com apenas quatro semanas de gestação, os médicos notaram desde cedo que havia algo de incomum: quase nenhum líquido amniótico e um corpo extremamente pequeno e frágil. E mesmo com toda a tecnologia médica disponível, ninguém conseguiu fechar um diagnóstico definitivo durante anos. Agora, Lizzie faz parte de um estudo liderado pelo professor Abhimanyu Garg, que suspeita de uma síndrome raríssima chamada Neonatal Progeróide Syndrome (NPS).

Essa condição causa envelhecimento precoce, ausência de gordura facial e corporal, além de traços característicos como rosto triangular, olhos grandes e nariz afilado. Lizzie, além da aparência incomum, sofre com problemas de visão e imunidade, mas mantém uma vida ativa, cursando Comunicação e se tornando, ironicamente, uma voz potente contra o bullying.

Sim, porque não bastasse tudo isso, Lizzie ainda teve que lidar com a crueldade da internet, onde foi chamada de “a mulher mais feia do mundo” por completos desconhecidos. Mas ela devolveu tudo isso com palestras, livros e um recado claro: “meu corpo não define meu valor.”

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É bizarro, é raro, é desconcertante — mas acima de tudo, é real. O corpo que não engorda pode parecer um sonho pra uns, mas pra ela, é uma luta de sobrevivência 24 horas por dia. E talvez o mais inacreditável não seja sua síndrome… mas a força com que ela encara tudo isso.

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8 Comentários

  1. O que mais me deixou contente nessas imagens é que, pelo menos é o que as fotos mostram, é que ainda existem pessoas que não ligam pra aparência dos outros ou doenças.sempre estão ali do seu lado, sorrindo, compartilhando o que ah de melhor na vida que é ser feliz.

  2. Poxa, caras! Não deu pra sacar que ela tem um problema de nascença e que ela não tem culpa de ter nascido assim? Daií chamar uma pessoa dessa de "bizarra" é uma falta de bom-senso aguda. Só porque ela nasceu assim não quer dizer que não possa ter uma vida social, ter amigos, familiares, tirar fotos e postá-las… Se liguem!

  3. sim mano e foda ta cheio de informação errada como "comer acada 15 min para fica viva" putz veio os mano ver a foto e tenta fazer reportagem pior que globo

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