Enquanto isso no Bar da Tonha – higiene, cocô e preconceito no mesmo papel
Aqui o banho é cronometrado, o sabonete é cobrado à parte, e o número 2 sai mais caro que o número 1. Mas o bom senso... esse passou longe
Se você achava que já tinha visto de tudo, o Bar da Tonha vem provar que sempre dá pra piorar — com tabela de preço, lógica invertida e um banho que parece missão secreta.
Segundo a tabela afixada com orgulho e caneta Bic, o valor pra cagar é R$3,00 (com direito ao termo técnico “número 1 (cocô)”, invertendo tudo que você achava que sabia sobre funções fisiológicas). Já o xixi, ou melhor, “número 2 (mijo)”, sai por módicos R$1,50. A confusão já começa aí.
Tem banho completo por R$7,00, escada de pé (??) por R$4,00, lavar “aquicíla” (que a gente vai fingir que entendeu como axila) por R$2,00, e “lavar as partes” por R$5,00 — preço justo pra evitar futuros traumas olfativos.
Cottonete custa 50 centavos a unidade, sabonete é vendido à parte por R$1,00 (o que faz sentido, já que o banho não inclui dignidade), e a toalha limpa sai por R$2,50 com a exigência de devolver depois, ou provavelmente vem cobrança no SPC.
Mas o verdadeiro plot twist tá no final da tabela:
“NÃO SE PERMITE HOMEM COM HOMEM. MULHER COM MULHER PODE.”
Ou seja, além de economia criativa, o Bar da Tonha oferece também um combo gratuito de homofobia de boteco, com selo de “Grato: A Direção.”
Se vai pra rir? Vai. Se dá vergonha? Também.
Porque até o banheiro do Bar da Tonha cobra pra limpar o rabo, mas a decência…
essa ninguém lavou.

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