Miss Prostituta 2013 – Beleza, Putaria e Luta Política na Passarela

Com apenas 18 anos e seis meses de profissão, Marcelina Gomes levou a faixa e os prêmios de Miss Prostituta 2013 em BH — com direito a discurso, dignidade e muito orgulho da calcinha suada

 Faixa, salto alto e dignidade na pista
Faixa, salto alto e dignidade na pista

Que se dane o Miss Brasil: em Belo Horizonte, o que conta é quem rebola melhor, trepa com dignidade e encara o preconceito de salto alto. E foi com esse espírito que rolou a segunda edição do Miss Prostituta 2013, evento que mistura beleza, sensualidade e uma porrada de questões sociais jogadas na cara da hipocrisia nacional.

A vencedora da vez foi Marcelina Gomes Teixeira, 18 anos recém-completados e apenas seis meses de profissão como garota de programa, já rodando a bolsa com confiança, estratégia e sem anúncio em jornal — “Tenho meus contatos”, afirmou a novata com ares de veterana.

Além da faixa e da moral de ser coroada a mais charmosa entre as profissionais da noite, Marcelina levou pra casa R$ 1.200 em dinheiro, R$ 350 em vales-compra e uns mimos extras de uma lojinha esperta do centro de BH. A concorrência não foi pouca: outras nove candidatas disputavam a coroa com carão, coxa grossa e discursos afinados.

E como toda grande noite, teve mestre de cerimônias à altura: Elke Maravilha, lenda viva da excentricidade brasileira, apresentou o evento com aquele brilho entre o exagero visual e a sensibilidade social. Porque aqui não tem mulher-objeto – tem mulher sujeita de sua própria porra de vida.

O lema da noite foi direto, sem enrolação de ONG com camiseta branca:
“Por dignidade, autonomia e cidadania. Um mundo sem violência e preconceito para as prostitutas é a nossa luta!”

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Organizado pela Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), o evento vai além da beleza: é um ato político. Um desfile de corpos reais, cansados, desejados, explorados e esquecidos pela proteção do Estado. Porque, na hora de dar, a prostituta não é mulher — e a Lei Maria da Penha desaparece como o cliente depois do gozo.

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A presidente da associação, Maria Aparecida Vieira, cravou no discurso:

“O Miss Prostituta é pra denunciar a violência. A lei só funciona quando somos ‘mulheres’. No trabalho, não somos nada pra justiça.”

Marcelina, por sua vez, é quase uma anti-musa moderna:
– Não curte música.
– Não vai ao cinema.
– Não navega na internet.
E mesmo assim, venceu. Com o que importa: atitude, corpo firme, e cabeça no lugar (fora da rola do cliente).

A real é que esse tipo de evento escancara o que muita gente finge não ver: prostituta também é cidadã, também vota, paga aluguel, sente dor, goza, chora e quer respeito. E se pra isso for preciso enfiar um salto 15 na passarela e desfilar com a bunda arrebitada e a dignidade intacta, elas fazem – e com mais classe do que muita madame de condomínio.

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Miss Prostituta é mais que desfile: é tapa de xoxota na cara da hipocrisia. E Marcelina, com sua pouca idade e zero vergonha, já chegou mostrando que por aqui, a coroa vem com gozo, mas também com voz.

miss prostituta 2013 BH 1

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12 Comentários

  1. Paulo Henrique A. Costa AÊ! Esse entende dos paranauê. As putas do post são os bagulho… agora as da BH Models vou te falar viu…

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