Olha o Tirim: Rafael dos Teclados

Quando o teclado chora, a calcinha voa, o corno dança e o tirim canta

Se você ainda não teve o privilégio de ouvir “Olha o Tirim” do incomparável Rafael dos Teclados, meu amigo, você tá vivendo pela metade. Esqueça Beatles, Led Zeppelin e qualquer noção básica de harmonia musical. Aqui é sintetizador no talo, grito rasgado e cachaça correndo solta na corrente sanguínea.

A letra? Uma obra-prima do surto. Um manifesto de testosterona embriagada, com frases que soam como poesia bêbada psicografada direto de um bar em extinção. Quando Rafael solta o clássico:

♪ “Aí o coro come, a asa cresce, o bicho pega…” ♫

…você sente a alma do cabaré incorporando no seu corpo, mesmo que você esteja de cueca na sala, com uma latinha quente na mão.

E como se não bastasse, ele completa com o destruidor de relacionamentos:

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♫ “Vou mostrar pra esse trouxa quem manda nessa budega!!!” ♪

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É nesse momento que a sanidade te abandona e você entende: o Tirim não é só uma música, é um estado de espírito.

Rafael, esse mago do teclado com cara de quem já viu o inferno de perto e ainda pediu bis, não tá pra brincadeira. Cada show é uma catarse coletiva, onde o povo dança como se o mundo fosse acabar no próximo dó menor com reverb. O cara não canta – ele grita com paixão, como se a ex tivesse acabado de sair com o entregador da pizzaria e levado o cachorro junto.

“Olha o Tirim” virou símbolo de tudo que é maravilhoso e errado na música popular. Tem coreografia improvisada, grito de guerra, tecladinho eletrônico e uma energia sexual reprimida que faria Freud bater palma de pé. O melhor? Você não sabe se ri, chora ou liga pro INMETRO pra entender de onde vem essa porra de tirim.

Ninguém sabe ao certo o que é o tirim. Mas quando ele chega… você sabe. Você sente. E a única coisa que resta fazer é levantar o copo, rebolar sem dignidade e aceitar o caos.

Então, se ouvir “Olha o Tirim” num churrasco, num boteco, ou saindo de um Fiat Uno com som no porta-malas: respeita. Você tá na presença de uma lenda viva e etílica. E como diria o poeta do teclado:
“Aqui o som é pancada, e o Tirim é lei!”

♪♫♪♫♪ Aí o coro come, a asa cresce, o bicho pega. Vou mostrar pra esse trouxa quem manda nessa budega!!! ♫♪♫♪♫

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