5ª Noite da Xoxota Louca – 2012: o concurso que o Brasil tem (e merece)

Censurada pelo Ministério Público, ignorada pela Globo e consagrada pela coragem de quem participou, a Xoxota Louca segue firme, com mais beleza interior do que o espelho jamais entenderia

Esqueça Miss Brasil, Gisele Bündchen e qualquer evento que envolva passarela, glamour e padrão de beleza. A 5ª Noite da Xoxota Louca é o único concurso onde o que vale é a coragem, o improviso e a ausência total de espelho em casa. Após proibição do nome original pelo Ministério Público, o evento renasceu como “Noite da Tá Louca” — mas o espírito (e os sustos visuais) continuam exatamente os mesmos.

Realizado no coração do Maranhão profundo, o concurso reuniu “as mais belas” representantes de cidades vizinhas, todas escolhidas a dedo — e olha, parece que o dedo tava meio cego, cansado, ou foi sorteado numa rifa de mau gosto.

A decoração? Um charme mórbido com vibes de velório. “Adorei a decoração estilo funeral”, disse alguém, com mais sinceridade que ironia. E realmente, o cenário dava a entender que o evento homenageava a morte da estética.

Mas justiça seja feita: elas foram com a cara e com a coragem. E só por isso já merecem respeito. O resto… bem, precisava mudar umas coisinhas. Tipo o rosto. E o resto.

  • Confira a edição anterior:

A Noite da Xoxota Louca — quando o Maranhão decide não ter limites

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Destaque absoluto para Lucinete, que mesmo com uma voz que fez o microfone chorar e um corpo que desafiava os limites da sensualidade entendida pela espécie humana, ficou apenas em 3º lugar. Injustiça pura! E mais injusto ainda foi a “sensualidade de Genilda” ter sido completamente ignorada pelo júri, que claramente não tava preparado pra tanto.

E o que dizer do momento em que a cerveja do bebum no minuto 4:40 cai mais na roupa do que dentro da boca? Ou da loirinha que ao ser entrevistada, entrou num ciclo de respostas tão profundas quanto um pires furado:
– “Mas o que você gosta?”
– “Ah… não sei, a galera que gosta.”
– “Mas o que que você gosta?”
– “Ah… sei lá.”
Esse diálogo deveria ser tombado como patrimônio cultural do Maranhão.

Ah, e claro: o som. Que som. DJ Curinaldison entregou tudo e mais um pouco. Um mix de batida tosca, luz piscando, cara de quem tomou energético vencido e uma presença de palco digna de ritual. “Dá-lhe DJ Curinaldson! Vê se aprende, David Guetta!” E dá mesmo. Rock in Rio é o caralho — o Brasil precisa é disso aqui.

A beleza? Tava lá. Oculta. Muito oculta. Tão bem escondida que a própria beleza desistiu de aparecer pra não estragar a surpresa. Mas uma coisa é certa: esse concurso é o único onde qualquer um tem chance real de ganhar. Inclusive você, leitor(a), que já se achou feio alguma vez. Veja esse vídeo e agradeça a Deus — ou à Lucinete.

No fim das contas, é disso que o Brasil precisa: coragem, cerveja quente, etiqueta da calcinha aparecendo, e um jurado que consiga manter o riso preso por mais de 5 minutos. A Xoxota Louca pode ter mudado de nome, mas o impacto visual segue inabalável.
E isso a Globo realmente não mostra.

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