Videogame deixa as pessoas violentas

A culpa é sempre do jogo… nunca da mãe armada com cinto e discurso religioso na ponta da língua

Ah, os clássicos argumentos de mãe raiz: “esse tal de videogame deixa as crianças violentas!” E enquanto grita isso, ela mesma arrebenta o filho com um cinto e ainda sobra pra quem tava só assistindo a partida. É praticamente um especial de artes marciais em tempo real, com lição de moral e hematomas inclusos.

A tirinha é o retrato perfeito da hipocrisia embalada em preocupação parental: culpa-se o jogo, o controle, o personagem pixelado… menos a própria mão pesada e o discurso carregado de “isso não é de Deus”. Enquanto isso, a criança já aprendeu que o verdadeiro chefão final não tá no videogame — tá na sala, de chinelo na mão.

Ironia pura, crítica certeira e humor com gosto de verdade desconfortável. Porque quem cresceu ouvindo isso sabe: violento mesmo é tentar jogar escondido e ouvir “JOÃO PEDROOOOO!” ecoando pela casa.

“Não é coisa de Deus!” – disse ela, descendo a mão.

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