Carro é cimentado em calçada após briga de vizinhos

Nada grita “Brasil” mais alto do que cimento, briga de vizinho e um carro preso pra sempre como se fosse arte urbana de protesto passivo-agressivo

Estacionou errado? Agora é parte da obra.
Estacionou errado? Agora é parte da obra.

A treta foi cimentada — literalmente. Em Belo Horizonte, mais precisamente na Avenida Barão Homem de Melo, um conflito entre vizinhos alcançou níveis surreais de criatividade passiva-agressiva: um carro foi simplesmente engolido pelo concreto fresco de uma calçada em plena luz do dia.

Tudo começou com um clássico desentendimento urbano: um revendedor de veículos deixou o carro estacionado onde não devia (ou onde jura que sempre pôde), bem na área onde uma nova calçada seria construída. Do outro lado da treta, o dono do prédio em reforma já tava de saco cheio. Conversa vai, cutucada vem, o dono do carro se recusou a tirar o veículo. Resultado? A calçada foi feita com o carro ali mesmo — rodas meio dentro, meio fora, e muita treta misturada no cimento.Carro é cimentado em calçada após briga de vizinhos

O mestre de obras, Celso Antônio de Faria, já tinha avisado: “Ele disse que eu não podia encostar um dedo no carro.” Então fez o quê? Concretou até onde deu. Literalmente traçou um limite com cimento. E como estamos no Brasil, claro que a BHTrans foi acionada — e claro que respondeu com um sonoro “não é com a gente”. Como a calçada ainda não existia no momento da vistoria, não dava pra multar o carro, muito menos rebocar. Agora que a calçada tá pronta com carro embutido? Também não dá. Um verdadeiro nó jurídico com acabamento em argamassa.

Do outro lado da história, Marcos Drumond — o homem do carro que não é dele (mas também é) — afirma que o espaço é usado há mais de 20 anos como estacionamento e que o verdadeiro errado seria o dono do prédio, que supostamente teria invadido área pública com sua calçada. Agora, claro, ele vai levar o caso pra Justiça. Porque o brasileiro, quando não pode arrancar na marra, entra com petição.

A cereja do bolo? Segundo o mestre de obras, a ordem do patrão foi clara: “concreta e deixa os advogados resolverem depois.” Uma filosofia de vida aplicada com perfeição. O carro agora faz parte da paisagem, meio instalação artística, meio monumento à teimosia.

Sem titulo 1

Esse episódio é a definição perfeita de “não vai sair daí? Então agora não sai mesmo.” Um carro cimentado, uma calçada com personalidade e uma vizinhança que com certeza nunca mais vai olhar pro meio-fio da mesma forma.
No fim, ninguém ganhou… mas o concreto venceu.

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