De saco cheio: por favor, não bata no portão

Domingo de manhã. O sol mal subiu no céu, você ainda está afundado no colchão, no meio de um sonho que finalmente está mais interessante que a sua vida real, e aí… TOC TOC TOC. Lá está ele, o ser iluminado pelo puro deboche do universo, interrompendo sua paz com um discurso que você não pediu, um produto que você não quer ou uma promessa que nem ele acredita. Se você faz parte dessa nobre categoria de seres que insistem em testar a paciência alheia, este texto é pra você.

 Uma das melhores placas que pode ter em um portão! Parabéns ao morador pela iniciativa!
Uma das melhores placas que pode ter em um portão! Parabéns ao morador pela iniciativa!

O Vendedor de Abacaxi: O Poeta das Calçadas

Sim, já ouvimos o carro de som. Sim, já sabemos que o abacaxi está maduro, doce e “olha o preço!”. Não precisa estacionar na porta da nossa casa, descer do caminhão que nem sequer abaixa o volume daquela corneta irritante e bater no portão como se estivesse oferecendo um bilhete premiado da Mega-Sena. Acredite: se a gente quisesse, já estaríamos na rua, acenando com uma nota de cinquenta reais e pedindo pra levar três. O que queremos no momento? Relaxar, continuar com os afazeres, dormir. Só isso. Sem abacaxi. Sem interação humana.

Testemunhas de Jeová: As Rainhas do “Só Mais Uma Palavra”

Ah, o clássico. Domingo de manhã, elas surgem na esquina com suas roupas impecáveis e seus sorrisos de “vamos salvar a sua alma agora mesmo, com ou sem sua permissão”. A abordagem é sempre cordial, mas firmemente invasiva. Elas dizem que “só querem conversar”, mas o monólogo de 40 minutos sobre o Apocalipse está garantido. E, veja bem, não é nada pessoal, mas eu não estou pronto pra discutir minha salvação às 8h da manhã enquanto ainda estou de pijama e com bafo de cachaça da noite passada.

O Exército do Plano de Internet: A Invasão dos Planos Infalíveis

Agora, um clássico moderno: o arrastão de vendedores de plano de internet. Eles chegam em bando, como se fossem o Oceano’s Eleven dos boletos, e já começam com aquele papo:

  • “Mas a sua internet é ruim, né?”
  • “Claro é muito melhor que Vivo!”
  • “Tem Netflix? Aqui vai voar!”

Amigo, minha internet funciona perfeitamente. Não quero mudar, não quero mais um boleto pra organizar, e definitivamente não quero que você entre na minha casa pra fazer teste de velocidade enquanto o meu cachorro tenta arrancar sua perna. A insistência é de outro mundo. Parece que só vão parar se você ameaçar chamar a polícia. E às vezes nem assim.

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O Plano Funerário: Vendendo a Morte no Conforto do Seu Lar

Como esquecer os vendedores de plano funerário? Porque, claro, não tem momento melhor pra pensar na sua mortalidade do que aquele dia preguiçoso que você reservou pra existir sem culpa. O roteiro é sempre o mesmo:

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  • “Já pensou no futuro?”
  • “E se algo acontecer com você amanhã?”

Sim, eu já pensei, e é por isso que não vou abrir a porta pra você agora. Além disso, será que é realmente necessário me lembrar que sou mortal antes do almoço? Guarde sua conversa mórbida pro finaol da semana, quando eu já estou deprimido o suficiente.

Mensagem Final: Respeite o Santuário da Paz

A vida já é um teste constante de paciência: votos, almas, boletos pagos e abacaxis da promoção. Faz parte, ninguém reclama (muito). Mas o domingo? Ah, esse é território sagrado. Portão fechado é igual a placa de “proibido estacionar”: não insista, não ultrapasse. Agora, se resolver ignorar esse aviso, esteja preparado para lidar com olhares de puro ódio, um cachorro que não perdoa e, com sorte, a ira de uma alma exausta que só queria mais cinco minutos de paz.

E nem pense que isso vale só pro domingo! Qualquer dia, qualquer hora, o resultado é o mesmo: enche o saco. Se eu quisesse alguma coisa, teria ido atrás. Minha casa é meu reduto, meu templo, meu bunker de paz. Respeite isso e poupe o desconforto de ter que ouvir um “não” bem menos educado da próxima vez.

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5 Comentários

  1. Caro colega blogueiro. Esta foto foi postada em meu blog (www.blogdogonzalez) com comentários meus. A foto original foi cedida por um de meus leitores, em uma de alguams contribuições que recebo. A foto é de um bairro de Porto Velho, capital de Rondônia, onde resido. Peço que, por favor, ao menos inclua o crédito, ou então faça o link para a postagem original. Grato!

  2. Caro amigo, eu recebi esta imagem também por email, não copiei do teu blog, pra falar a verdade nem conhecia teu blog ok? A mesma pessoa que te mandou essa imagem, pode ter mandado para várias outras pessoas, que mandaram para outras que acabou chegando para mim… Se for para eu colocar os devidos créditos, irei colocar de quem mandou o e-mail para mim!

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