Carta de um marido sozinho em casa
Um relato de sobrevivência doméstica

Quando a esposa sai de cena e deixa o marido encarregado da casa, o caos ganha vida própria. Entre panelas sacrificadas no altar da cozinha, experimentos culinários que desafiariam até físicos quânticos e incidentes domésticos dignos de um filme-catástrofe, Afonso transforma a rotina em um espetáculo tragicômico. O resultado? Uma carta recheada de desastres, reflexões e improvisos questionáveis que mostram que, às vezes, estar sozinho em casa é mais perigoso do que parece.
Espero que esta carta te encontre em paz, longe do caos que, confesso, está se instalando por aqui. Não se preocupe, tudo está “sob controle” durante sua ausência. Estou, inclusive, preparando meu próprio almoço. Bom, preparando talvez seja uma palavra forte demais, mas estou me virando.
Ontem, por exemplo, fiz batata frita. Ficou até comível. Mas uma dúvida surgiu: descascava-se a batata antes ou depois de fritar? De qualquer forma, fica o alerta de que o esmalte da frigideira não sobreviveu ao processo. Você sempre dizia que o teflon era indestrutível, mas, veja só, ele se rendeu ao calor da minha genialidade culinária. O cabo derreteu também, mas, considerando o cenário, é um detalhe técnico.
Sobre os ovos, me esclareça uma coisa: quanto tempo eles precisam para cozinhar? Deixei fervendo umas duas horas e ainda estão mais duros que a cara daquele seu primo folgado. Vou dar mais um tempo pra ver se amolecem.
Ah, semana passada teve um pequeno incidente com as ervilhas. Decidi esquentar a lata direto no micro-ondas, porque, convenhamos, eficiência é tudo. Resultado: a lata explodiu com a força de um míssil intercontinental. O projétil atravessou o teto e acertou a filha do seu Freitas, do andar de cima. Ela foi parar no hospital, mas, olha o lado bom, eles têm plano de saúde.
Agora, me explica uma coisa, é normal louça suja criar mofo? Porque aqui tá um laboratório de biologia. Atrás da pia, então, dá até pra vender a ideia de um documentário pro National Geographic. Uma riqueza de fauna e flora sem precedentes.
A propósito, manchei o tapete persa com molho de tomate. Lembrei que você dizia que essas manchas eram eternas, mas, surpresa: com querosene saiu tudo! Tudo mesmo: o molho, a mancha e a cor original do tapete. Soluções inovadoras, não acha?
Falando em inovação, resolvi fazer um defrost na geladeira. Usei uma espátula de pedreiro pra acelerar o processo. Funciona super bem, só que agora a geladeira está mais quente que o forno. Por outro lado, a carne ficou perfeitamente bem passada. Tudo tem seu lado positivo, não é?
Sobre segurança, houve um pequeno detalhe: esqueci de trancar a porta um dia desses. Parece que alguém passou por aqui e levou uns objetos. Entre eles, aquele colar de marfim do seu bisavô. Mas como você mesma diz, “dinheiro não traz felicidade” e “bens materiais são efêmeros”. Ah, sobre o seu guarda-roupa, também está vazio. Mas, sinceramente, nem deve fazer falta, porque você sempre reclama que não tem nada pra vestir.
Por fim, um adendo importante: sua mãe passou por aqui para checar como eu estava lidando com tudo. Infelizmente, ela sofreu um infarto fulminante. O velório foi ontem, mas achei melhor não te incomodar. Não quero atrapalhar seu descanso com detalhes triviais.
Volte logo. Sinto sua falta.
Beijos carinhosos, do sempre dedicado Afonso.
P.S.: Prometo não tocar mais na cozinha… até você voltar.
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Exelente…kakakakaka…..
Será que existe pessoa assim…