Receita Federal e a Arte de Apreender Como se Fosse um Curador de Museu

Tênis falsificado, vibrador de unicórnio, whisky contrabandeado e a Mona Lisa do Paraguai: tudo vai pra exposição fiscal

Parece um bazar do apocalipse, mas é só a Receita Federal montando sua “coleção”
Parece um bazar do apocalipse, mas é só a Receita Federal montando sua “coleção”

Quando você pensa em Receita Federal, provavelmente imagina um monte de burocrata cinzento, rodeado de papelada e café frio, olhando declaração de imposto com cara de cu. Mas a real é que essa galera vive, diariamente, uma mistura de CSI com episódio de “Acumuladores”. Porque, meu bem, o que já apareceu de tralha, luxo, putaria e delírio alfandegário nesse país daria pra montar um museu.

Sim, a Receita Federal apreende coisa pra caralho, e o melhor: apreende com estilo. Tem tanto item absurdo entrando (e tentando sair) do Brasil que às vezes parece que os caras tão fazendo curadoria de exposição de arte contemporânea com tema “Paraguai em fúria”.

Quer ver?

  • Tênis falso da Nike que parece feito com papelão e sonho frustrado.

  • PlayStation 5 escondido dentro de um micro-ondas desmontado.

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  • Dildo de 40 cm camuflado entre garrafas de vinho tinto chileno.

    manual sexo anal
  • Camiseta da Lacoste com o jacaré parecendo que passou por uma lipo.

  • Mochila cheia de perfume falsificado e Viagra colombiano sem bula.

  • E teve até múmia falsa (juro por Deus) tentando entrar como item “decorativo”.

Isso sem contar os clássicos: celulares embalados no corpo como se fosse cena de “Carandiru”, bolsas Louis Vuitton que têm mais cola que costura, relógio Rolex com etiqueta escrita “Roléx” e whisky que, ao ser aberto, exala álcool de posto.

A Receita não só apreende, como expõe. Em galpões, feiras e até em leilões online que mais parecem o Mercado Livre do tráfico fashion. E o mais engraçado é a seriedade da coisa: funcionário engravatado segurando um vibrador de glitter com cara de quem tá auditando uma planilha. É quase uma performance artística involuntária.

No fim das contas, a Receita virou o curador oficial do lado B da importação brasileira. Se existe, alguém tentou contrabandear. E se tentou, provavelmente foi parar na mão de um fiscal que agora precisa preencher um relatório sério com os termos “boneca inflável”, “pênis neon” e “sapato Gucci que fede a cola quente”.

O Brasil é o país do improviso, mas a Receita é a rainha do “não vai passar, porra nenhuma”.

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