A revolta dos animais

Deus criou o mundo em sete dias e, no sétimo, decidiu que merecia uma pausa. Afinal, criar um universo inteiro não é tarefa fácil. Mas logo percebeu que seu descanso seria mais trabalhoso do que a criação: era dia de ouvir as reclamações.
A primeira a protestar foi a Girafa, que entrou na sala celestial com indignação estampada no rosto:
— Porra, Deus! Que sacanagem é essa? Este meu pescoço enorme é ridículo! Dá pra me ver de longe, não importa onde eu esteja!
Deus, com a calma divina que lhe era peculiar, respondeu:
— Calma, dona Girafa. Esse pescoço comprido foi um presente. Graças a ele, você pode alcançar as folhas mais altas e tenras das árvores. Além disso, consegue enxergar o inimigo à distância e fugir antes que seja tarde.
A girafa coçou a cabeça com um casco, pensou por uns segundos e, meio a contragosto, admitiu que fazia sentido. Saiu resmungando, mas convencida.
Logo depois, o Elefante entrou, todo injuriado, balançando a tromba de um lado para o outro:
— Puta merda, Deus! Isso aqui é uma palhaçada! Eu sou enorme, gordo pra cacete e ainda tenho essa tromba pendurada na cara. É bullying divino?
Deus suspirou e explicou:
— Meu caro Elefante, sua imponência é sua maior defesa. Nenhum animal, nem mesmo o Leão, que se acha o rei da selva, terá coragem de te enfrentar. E essa tromba? Um verdadeiro luxo! Você é o único que pode tomar banho de chuveirinho natural.
O Elefante deu uma risada baixinha, satisfeito. Quem poderia resistir a um banho exclusivo? Foi embora quase sorrindo.
Depois foi a vez do Bicho-Preguiça, que chegou devagar, quase dormindo:
— Deus, eu tô revoltado. Eu sou tão lento que mal dá pra sobreviver! Todo mundo me acha inútil.
Deus respondeu com serenidade:
— Meu querido Preguiça, sua lentidão é sua força. Enquanto outros animais gastam energia correndo, você economiza. E, além disso, sua calma é uma inspiração para os humanos mais estressados.
O Bicho-Preguiça piscou lentamente e decidiu que não tinha pressa para reclamar mais nada.
Em seguida, a Arraia entrou planando, com um ar desconfiado:
— Deus, e essa minha forma? Parece que me achatou com uma tábua! Não dava pra caprichar mais no design?
Deus, paciente, explicou:
— Sua forma achatada é perfeita. Você consegue se camuflar no fundo do mar e se proteger dos predadores. É uma obra-prima de eficiência!
A Arraia deu uma giradinha, testando sua camuflagem mentalmente, e saiu satisfeita.
Por último, o Ornitorrinco chegou cabisbaixo:
— Deus, sem querer ser ingrato, mas eu sou uma bagunça! Parece que fui feito com as sobras de outros animais.
Deus sorriu e disse:
— Você é único, meu amigo. Um mistério para os humanos, uma piada da natureza. Quem mais pode se gabar de ser tão especial?
O Ornitorrinco se animou. Ser um enigma era muito melhor do que ser comum.
Na sequência, entrou a Galinha, sem cerimônias, já metendo o pé na porta:
— Olha aqui, nem vem com explicações! Ou aumenta o cu ou diminui o ovo!
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